“Deus me deu outra vida, e essa curto dançando.”
Em maio de 2005 do início a minha história, meu nome é Cristiane Schmitz Maciel tenho vinte trê anos sou da cidade de Panambi no Rio Grande do Sul. Cursava o quarto semestre do curso técnico de Enfermagem na cidade de Cruz Alta. Era uma sexta-feira como outra qualquer, mas não pra mim. Final do dia estava indo pagar o ônibus para a faculdade, o simples ato de ajudar o próximo sempre foi a minha identidade, por isso a escolha pela profissão, mas nesse dia o papel se inverteu. Enquanto eu andava pela calçada, pensava na prova de anatomia que eu teria naquela noite, mas meus pensamentos foram dispersos quando me chamou à atenção a alta velocidade de um veiculo que ao colidir com outro automóvel subiu na calçada me atropelando. A cento e vinte km/h ele me arremessou contra o muro e as grades de uma residência, na colisão as grades foram totalmente entortadas com a velocidade pela qual fui arremessada, fraturei a bacia em seis lugares, agravando uma lesão no nervo ciático, comprometendo o movimento do meu pé direito, tive fratura esposta do meu fêmur direito e a minha perna esquerda totalmente decepada. Em pouco segundos eu despertei, totalmente jogada em cima do muro destruído com grades tortas ao meu lado. No momento não entendia o que estava acontecendo, até levantar minha cabeça e olhar minhas pernas, então percebi a fratura esporta no meu fêmur, não percebendo que o membro contra lateral havia sido decepado abaixo do joelho. Pedi socorro ao rapaz que me atropelou, pois no momento ele era a única pessoa que ali estava, à atitude tomada por ele foi correr sem ao menos chamar por socorro, em seguida outras pessoas chegaram, junto a elas minha mãe que vinha do mercado, me vendo ali deitada minha mãe entrou em desespero, com ajuda de outras pessoas foi levada para casa chamar meu pai. Permaneci no local por vinte minutos a espera do resgate, sendo atendida ali mesmo por excelentes médicos do hospital a uma quadra dali. Enquanto recebia os primeiros socorros já no hospital, meu pai em total desespero corria atrás do rapaz que estava a duas quadras do local do acidente. Com a ajuda de um motoqueiro meu pai o alcançou, fazendo com que ele voltasse ao local para prestar contas aos policiais. Encaminhada ao Hospital de Cruz Alta, fiquei na UTI por quinze dias aos cuidados de ótimos profissionais, já sabendo da amputação pensava em como fazer para voltar a dançar, algo que sempre foi minha paixão. Já em casa com o apoio de meus pais, amigos e namorado comecei a procurar por clínicas especializadas em prótese e reabilitação, mesmo sabendo que tão sedo não poderia andar. A procura foi grande e desanimadora, até encontra a Ortopédica Catarinense, com profissionais treinados a dar uma reabilitação adequada tanto física quanto psicológica. Após oito messes já na casa de apoio da Ortopédica Catarinense em Porto Alegre coloquei pela primeira vez minha prótese, pela primeira vez após oito meses coloquei meu pé no chão para realmente andar mesmo sendo de muletas, pois dependia da prótese para sustentar meu peso para não correr o risco de mais uma fratura esposta, já que as mesmas não estavam bem consolidadas. Foram passos lentos, demorados, mas que valeram à pena. Encontrei na Ortopédica Catarinense a estrutura sólida de uma família, encontrei qualidade de vida. Hoje, reabilitada voltei a dançar encaro a vida sempre com um sorriso nos lábios por que sei que nasci de novo.

“Deus me deu outra vida, e essa curto dançando.”
Cristiane Schmitz Maciel
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